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sexta-feira, 2 de junho de 2023

Biblioteca Digital - Exemplos Nacionais

 Biblioteca Nacional (BibliON)

Fonte: https://biblion.odilo.us/

A BibliON é a biblioteca digital gratuita de São Paulo. Que disponibiliza milhares de livros digitais para ler onde e como quiser, além de uma vasta grade de programação cultural, como clubes de leitura, acesso a audiolivros, atividades de formação, podcasts, seminários e muito mais. A BibliON é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, sob a gestão da SP Leituras.

Fonte: https://biblion.odilo.us/
Destinado a moradores do Estado de São Paulo, o projeto exige que o usuário informe seu CPF ao realizar o cadastro no sistema antes de poder ler alguma obra do acervo. Cada usuário pode emprestar dois livros por vez  e aproveitar a leitura por 15 dias, podendo fazer a renovação uma vez pelo mesmo prazo, caso a obra não tenha reservas.

O serviço não permite download dos livros no aplicativo, mas sim pelo site nos computadores. Sendo possível salvar títulos para leitura off-line, ajustar o tamanho da letra e o contraste da tela. Podendo escolher diferentes modos de visualização para dia ou para noite e acionar leitura com voz, para saída em áudio do texto.
 
Fonte: https://biblion.odilo.us/


Confira a seguir: 


BibliON - A biblioteca digital gratuita de São Paulo


 BIBLIOTECA DIGITAL Gratuita do Estado de SP | Tour Virtual pela BibliON | com Fer Sugano




Referências:  https://biblion.odilo.us/ (Site da biblioteca)

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Biblioteca Digital -Ensino

Biblioteca Digital: uma proposta para publicação e disseminação do conhecimento produzido através das teses e dissertações.


    
    "Com o surgimento da World Wide Web (Web), houve uma grande mudança na forma de comunicação entre as pessoas e as organizações. A ligação entre documentos que podem estar situados em qualquer lugar na rede de computadores, através da Internet e do conceito de Universal Resource Locator, possibilitou a recuperação rápida de informações, antes materializadas em ambientes de acesso restrito. Publicar na Internet passou a ser uma tarefa simples, porém era preciso buscar qualidade nas publicações e um portal único de acesso e busca de informações relevantes. Surgem propostas com padrões para publicação propiciando a interoperabilidade de informações. Neste contexto temos as bibliotecas digitais oferecendo condições para a formação de uma grande rede de dados e conhecimento. Este trabalho tem como objetivo analisar tecnologias para publicação na Web e sugerir uma proposta para publicar o conhecimento produzido através das Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), bem como medir a aceitabilidade na comunidade acadêmica da nova forma de divulgação e disseminação do conhecimento. A ferramenta proposta deve usar padrões e tecnologias que ofereçam total integração com as demais bibliotecas do país e fazer parte do projeto da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), bem como estar ligada com a Networked Digital Library of Theses and Dissertations da Virginia Tech University. Após análise de tecnologias, protocolos de publicações e a visão da comunidade acadêmica, o sistema TEDE desenvolvido pelo Instituto de Ciência e Tecnologia (IBICT), foi considerado como solução para publicação. Sua escolha de deu, em função do mesmo incorporar tecnologias com protocolos capazes de coletar e possibilitar a transferência de informações garantindo a interoperabilidade necessária entre bibliotecas e por consequência a disseminação do conhecimento produzido pelos programas de pós-graduação através da publicação na Web das teses e dissertações."

    "Além das considerações a respeito da tradicional forma de publicação do conhecimento, é constante a dificuldade de identificar a informação que está sendo publicada, gera-se mais rapidamente informação acadêmica do que a capacidade dos pesquisadores em administrá-la, dos editores em publicá-la, do bibliotecário em coletá-la e dos estudiosos em consultá-la. Grande parte da produção acadêmica ocorre por força de suas necessidades de ascendência à carreira acadêmica e busca de promoções. Repetições de conteúdo, geração de assuntos repetidos e fileiras de estantes abarrotadas de publicações não significa que haja adição de novos conteúdos para benefício da sociedade ou para o aumento de informação. Existe uma grande quantidade de informações produzidas e disponibilizadas em meio eletrônico nas diferentes atividades sociais, a chamada “explosão informacional”. À medida que essas informações são produzidas e disponibilizadas sem uma gerencia em relação aos padrões de publicações, cresce a dificuldade de identificação, acesso e utilização destes conteúdos pelas comunidades de pesquisa."

Referencia:

GUBIANI, Juçara Salete et al. Biblioteca digital: uma proposta para publicação e disseminação do conhecimento produzido através das teses e dissertações. 2005.

http://repositorio.ufsm.br/handle/1/8045

sábado, 22 de abril de 2023

Biblioteca Digital - Exemplos Internacionais



https://bndigital.bnportugal.gov.pt/


 A Biblioteca Nacional Digital (BND) tem como objetivo oferecer o acesso em linha, universal e gratuito, a conteúdos digitalizados de manuscritos e impressos – sejam livros, publicações periódicas, iconografia, cartografia ou música – das coleções da BNP, da Biblioteca Pública de Évora e, também, pontualmente, da Biblioteca da Ajuda.

Assim, os conteúdos disponibilizados na BND são, maioritariamente, obras do domínio público, isto é, sobre as quais já não recaem direitos de autor e que, por isso, podem ser livremente utilizadas para quaisquer fins, sem necessidade de autorizações. Adicionalmente, a BND pode incluir conteúdos ainda protegidos por direito de autor, estando estes casos devidamente assinalados como tal e disponíveis apenas na rede interna da BNP..

O acesso aos conteúdos da BND pode fazer-se mediante pesquisa no Catálogo Online da BNP ou por navegação nas diferentes coleções, por tipo de documento ou por temas,  e nos índices de título, autor ou data de publicação. Na consulta dos objetos digitais, a BND oferece uma série de funcionalidades como selecionar entre vários formatos,  fazer download,  enviar por email, navegar no sumário ou fazer pesquisa por palavra num documento com reconhecimento ótico de caracteres, etc.

A BND promove e participa na difusão internacional de conteúdos digitais de bibliotecas portuguesas, através do RNOD – Registo Nacional de Objetos Digitais, que agrega metadados de mais de 40 instituições e os difunde para portais internacionais como a Europeana, a Biblioteca Digital do Património Ibero-americano, a Biblioteca Digital Luso-Brasileira, ou a  Biblioteca Digital Mundial.

Todos os metadados da BND, tal como do RNOD, são disponibilizados como conjuntos de dados abertos, em vários formatos (RDFXML, JSON e TURTLE), disponíveis através do portal OPENDATA.bnportugal.pt, o que permite a sua reutilização livre.



https://bndigital.bnportugal.gov.pt/

https://youtu.be/aJo9yx0OWtc

REFERÊNCIAS:

https://bndigital.bnportugal.gov.pt/

https://youtu.be/aJo9yx0OWtc









sexta-feira, 14 de abril de 2023

Biblioteca Digital - Exemplos Nacionais

Ao inaugurarmos a Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional, temos em mente que este dispositivo indispensável à nossa contemporaneidade informacional comporta mais cuidados do que aqueles normalmente privilegiados pelas políticas tecnocientíficas da memória. A digitalização do impresso implica, de fato, para além da sua dimensão puramente técnica, o tornar visível de toda uma crise das estruturas culturais tradicionalmente centradas no livro e na leitura individualizada 

É que a digitalização parece impor-se no mesmo momento em que se multiplicam outros caminhos técnicos de aquisição de cultura, outros suportes (do cinema ao DVD), geradores de modos de uso bastante diferentes daqueles requeridos pela prática tradicional da leitura do livro. O risco é incorrer por inteiro no paradigma tecno-mercantilista, cujas estratégias estão mais centradas em preencher a base digital com objetos culturais, que são no fundo indiferentes à grande comunidade dos cidadãos. Ou seja, as formas técnicas de apresentação do digital acabam tornando-se mais interessantes do que isto a que estamos habituados a chamar de “cultura” ou de “patrimônio histórico”.

São evidentes as consequências disso tudo. Em primeiro lugar, consolida-se a idéia de “sociedade de informação” como uma redução ao conceito de infraestrutura digital. Esta é socialmente valorizada enquanto inovação tecnológica, portanto, enquanto incremento exponencial da velocidade do acesso, mas, isolada em sua dimensão técnica, pode consolidar o abismo elitista entre a apropriação comunitária dos conteúdos culturais e a enorme oferta propiciada pelo mercado do digital.

Em segundo lugar, o ponto da preservação digitalizada da memória cultural termina ficando dentro do campo estreito dos interesses e dos debates mercadológicos: como resolver os impasses da concorrência empresarial, qual o melhor padrão a ser adotado. Em última análise, o mercado pode transferir para a inovação do digital os velhos dogmas do funcionalismo, que as ciências sociais tomaram de empréstimo às ciências naturais. E tende a deixar esquecida a diversidade das línguas naturais em favor de um algoritmo único, responsável por todos os mecanismos de busca. Este tipo de preocupação está presente em nossa arrancada rumo à digitalização do acervo. A democratização do acesso à memória cultural não deve furtar-se à pesquisa de uma orientação nacional para os mecanismos de busca.

INTERFACE DA BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL

 http://bndigital.bn.gov.br/sobre-a-bndigital/apresentacao/

A Biblioteca Nacional Digital faz parte da Fundação Biblioteca Nacional.

A BNDigital disponibiliza apenas documentos em domínio público ou com autorização de publicação do titular do direito autoral, exceto músicas gravadas em discos de 78 rotações que só podem ser acessadas na íntegra no prédio sede da FBN.

MISSÃO

A BNDigital materializa duas das tradicionais missões das bibliotecas nacionais: preservar a memória cultural e proporcionar o amplo acesso às informações contidas em seu acervo.

Ao ser criada, a BNDigital tinha propósitos bem definidos que ainda se mantêm como objetivos de sua existência, são eles:

- Ser fonte de excelência para a informação e a pesquisa;

- Ser veículo disseminador da memória cultural brasileira;

- Proporcionar conteúdo atualizado e de interesse dos usuários;

- Alcançar públicos cada vez maiores, neutralizando as barreiras físicas;

- Atender interesses das diversas audiências (pesquisadores profissionais, estudantes, público “leigo”);

- Preservar a informação através de sua disseminação;

- Preservar os documentos originais evitando o manuseio desnecessário;

- Ajudar instituições parceiras na preservação e acesso à memória documental brasileira;

- Reunir e completar virtualmente coleções e fundos dispersos fisicamente em diversas instituições;

- Aumentar os conteúdos em língua portuguesa disponíveis na web; e

- Replicar para instituições interessadas através de cursos, estágios e treinamentos as tecnologias, normas e padrões adotados na gestão de conteúdos digitais.

 

https://youtu.be/9kml6RIq5UQ




 

REFERÊNCIAS:

http://bndigital.bn.gov.br/ 






Biblioteca Digital - Exemplos Nacionais

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin:

   " A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) disponibiliza de forma ampla e gratuita um dos mais importantes acervos de documentos sobre o Brasil. São particularmente significativas as coleções de livros de literatura brasileira, história do Brasil e relatos de viajantes, que contam com publicações que vão do século XVI ao início do século XX. Completam o acervo digital mapas, iconografias, obras de referência, folhetos e periódicos. Atualmente, mais de 3.500 títulos estão disponíveis em acesso aberto na BBM Digital. O usuário pode consultar o material no próprio site ou fazer o download das obras.

    A BBM Digital está baseada em um conjunto de princípios, em sintonia com o Memorando de intenções promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br. São eles:

  • 1 - A biblioteca digital como estratégia para uma política nacional de produção on-line de conteúdos, contribuindo para a presença da língua portuguesa e da cultura nacional.
  • 2 - A biblioteca digital para a disponibilização e difusão de coleções originais, com o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's) como forma estratégica de conciliar as necessidades de preservação do acervo físico e o imperativo de universalizar o seu acesso.
  • 3 - Orientação para o contexto e necessidades do usuário: a formação do acervo digital é orientada por uma política de desenvolvimento de coleções de Acesso Aberto; o usuário tem centralidade na construção deste acervo digital.
  • 4 - A biblioteca digital como um instrumento para a educação nacional: compromisso com a produção de recursos educacionais e com a formação de quadros em todos os níveis, desde o ensino fundamental até a pesquisa científica.
  • 5 - A biblioteca digital pública: difusão do acervo, acesso aberto universal (preservados os direitos do autor) e democratização da cultura e do conhecimento técnico-científico. Adesão à Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades (Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities), de 2003, que define: “Acesso Aberto significa a livre disponibilização na Internet de literatura de caráter científico, permitindo a qualquer utilizador pesquisar, consultar, descarregar, imprimir, copiar e distribuir, o texto integral de artigos e outras fontes de informação científica”.

    












Site da Biblioteca:https://www.bbm.usp.br/pt-br/projetos-digitais-da-bbm/bbm-digital/

domingo, 9 de abril de 2023

Biblioteca Digital - Ensino

 O ENSINO DA BIBLIOTECA DIGITAL NOS CURRÍCULOS DE GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA



    "A tecnologia tem evoluído a cada hora e a informação tem se multiplicado de forma incontrolável e por meio destes dois crescimentos as bibliotecas digitais têm se expandido muito nos últimos anos, sendo um importante gestor de informação e facilitador da busca pela informação por parte dos usuários. Atualmente, podemos visualizar a tão sonhada biblioteca universal por meio da biblioteca digital, apesar do acesso não ser a todos, por estar disponível apenas àqueles que têm acesso à internet."

    "A questão da biblioteca digital é um tema que tem que ser incorporado no currículo da área da ciência da informação, por meio da criação de disciplinas ligadas à geração, organização, interação e comunicação no ensino, mediado pelas novas tecnologias (SARACEVIC; DALBELLO, 2001 apud MÁRDERO; CUNHA, 2004).

Para Drabenstott, Burman e Macedo, (1997, p. 12) o currículo deve conter matéria que aborde os seguintes pontos:

 "criação de bases de dados; vídeos; ciências cognitivas para melhor entender como as pessoas aprendem; tornar estudantes melhores administradores e com visão de futuro, embora essa preocupação deva cair com o tempo; subespacialidades na biblioteconomia, no ensino médio, medicina; arquitetura de catálogos etc."

    "Márdero e Cunha já em 2004 (p. 2) apresentaram que “apesar do assunto, bibliotecas digitais, ser considerado importante, são poucas as instituições de ensino superior que oferecem disciplinas específicas sobre o tema”. Drabenstott, Burman, Macedo (1997) e Martínez, (2007) escrevem que as disciplinas precisas ser ministradas por bibliotecários e analistas de sistemas, com a integração dos departamentos de engenharia ou ciência da computação para que os alunos possam ver na prática a formação de uma biblioteca digital."

    "É indispensável às mudanças no currículo para que assim o curso possa formar bibliotecários não apenas para trabalhar exercendo funções típicas de uma biblioteca tradicional, mas que seja apto a realizar diferentes atividades em ambientes diversificados. E para isso é necessário a abrangência de assuntos, como, geração, organização e uso da informação no currículo (DRABENSTOTT; BURMAN; MACEDO, 1997, p. 12)."

    "Segundo a literatura, o primeiro curso oferecido sobre biblioteca digital foi em 1998 na Escola de Comunicação, Informação e Biblioteconomia, da Universidade de Rutgers (SARACEVIC; DALBELLO, 2001)."



Referencias:

CASTRO, Bárbara Olinda de. O ensino da biblioteca digital nos currículos de graduação em Biblioteconomia. 2011.

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Biblioteca Digital - Metodologias de Implantação

BIBLIOTECA DIGITAL METODOLOGAS DE IMPLANTAÇÃO


O Sistema de Bibliotecas – SIBI-UFBA, formado por uma Biblioteca Central e 27 bibliotecas de unidades de ensino e de órgãos suplementares tem em sua missão promover e disseminar o acesso à informação, apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão da comunidade universitária, de acordo com as políticas, planos e programas da universidade.


“Nos sistemas informacionais, como nas organizações abertas de modo geral, o processo decisório tem origem na identificação de problemas ou oportunidades, na coleta e análise de dados e informações sobre estes e na conversão dessa informação em ação” (TARAPANOFF, 1995, p. 14).


 A metodologia utilizada teve como base os princípios do planejamento estratégico como avaliação dos cenários a fim de verificar a situação atual, as probabilidades de mudanças e as tendências para se alcançar as metas estabelecidas. Com base nessas metas, elaborou-se o projeto “Sistematização para Implantação do Projeto de Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Bahia” onde foram definidas as estratégias de implantação pelas 07 bibliotecárias do Grupo de Trabalho constituído através da Portaria Nº 07/04.


Em linhas gerais, a metodologia do trabalho propiciou organização e otimização dos meios para a consecução de suas finalidades (objetivos e metas), contando com a participação da comunidade acadêmica na decisão de um desempenho satisfatório dos resultados

 



REFERÊNCIAS:
Botelho, Guedes, Magalhães, Machado, Abreu, Ribeiro. A biblioteca digital de teses e dissertações da Universidade Federal da Bahia, desafios e perspectivas. 10-abr-2013.http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/9677

sexta-feira, 31 de março de 2023

Biblioteca Digital - Digitalização Acervo

Do papel ao digital - O que é digitalização?

Com o advento da internet e a ascensão das novas tecnologias, o meio digital entra em foco e a popularidade do seu acesso se torna inevitável. Sendo assim, o impresso dá lugar a um formato mais viável, seguro e de fácil acesso, é o formato digital roubando os holofotes.  

Fonte: https://blog.mapelstore.com.br/nunca-foi-tao-facil-digitalizar-documentos/

Nesse contexto, a digitalização de acervo surge para facilitar a localização, preservação e reduzir risco com a perda e deterioração, seja de documentos, livros, imagens, microfilmes etc. Proporcionando agilidade na busca por informações, o sistema de Digitalização de Documentos  propicia o acesso à informação de forma simples e rápida, objetiva e com fidelidade aos originais.

Ao convertermos um suporte físico para um suporte digital visamos dinamizar o acesso e a disseminação das informações, mediante a visualização instantânea das imagens e multiusuários. Há, portanto, a necessidade de garantir que as informações que são produzidas hoje estejam acessíveis na posteridade, pois se configuram um rico patrimônio humano, fruto de sua produção cultural,  social e ou científica. (CUNHA; LIMA, 2007, p. 2).

Como funciona ? 

A digitalização tem, inevitavelmente, efeito democratizante, pois implicam maior número de pessoas com acesso às imagens.  O processo de digitalização propicia os meios de se codificar digitalmente documentos capturados através de um scanner ou máquina fotográfica digital e disponibilizá-los em forma de imagem ou som para armazenagem, transmissão e recuperação em sistemas computadorizados.

Diversos autores tratam de pontos a serem contemplados em um projeto de digitalização, como: critérios de seleção do material, conversão, controle de qualidade da digitalização, gerenciamento da coleção, disponibilização e armazenamento do acervo digital. 

O produto da digitalização, a imagem digital, não substitui legalmente a informação armazenada no suporte original. A digitalização requer basicamente os seguintes equipamentos:

  • Um scanner ou câmara digital para captar e converter a imagem;
  • Um computador para processá-la e armazená-la;
  • Softwares para captura e manipulação das imagens;
  • Uma impressora ou um monitor para visualizá-la.

Segundo o guia da Unesco, para arquivos e bibliotecas a digitalização pode ter como principais objetivos:

  • Possibilitar  acesso ao conteúdo informacional que encontra-se em suporte de difícil acesso;
  • Disponibilizar novas formas de uso e acesso aos acervos que tem alta demanda de uso, aumentando os grupos de usuários e;
  • Contribuir para a preservação dos acervos, reduzindo o manuseio e o acesso físico ao material original, criando uma cópia de segurança do material original.

A UNESCO criou um guia com as diretrizes básicas para os projetos de digitalização em Arquivos e Bibliotecas. Neste guia os autores alertam que é necessário a instituição estabelecer objetivos claros para um projeto de digitalização pois a digitalização é um processo caro, trabalhoso e portanto é necessário que a digitalização possa ter vários usos para o arquivo.

Fonte: https://www.elarscan.com/pt/
O desenvolvimento do projeto de digitalização requer atenção especial para as diretrizes estabelecidas para o armazenamento das informações digitais. Antes de iniciar um projeto de digitalização deve ser planejada adequadamente a disponibilização de equipamentos e sistemas de armazenamento das imagens geradas bem como as diretrizes para garantir a sua preservação em meio digital. As imagens máster, imagens com alto grau de resolução e definição, devem ser armazenadas em servidores que possuem grande capacidade de memória de armazenamento e velocidade de processamento. Mesmo assim, é necessário a criação de cópias de segurança em dispositivos externos de armazenamento tais como: cd-rom, dvd, fita dat, fita dllt.

A Preservação da informação em meio digital é outro item de suma importância em um projeto de digitalização. A literatura recomenda cuidados na manutenção desses arquivos criados e armazenados em servidores e dispositivos externos, pois, as mudanças nas mídias eletrônicas fazem com que muitos equipamentos necessitem de atualização constantes. Alguns autores chegam a falar que os dispositivos de armazenamento tornam-se obsoletos em no máximo 5 anos.


Confira a seguir:



Digitalização de Livros da Editora Universitária da UFPE


Referências: https://slideplayer.com.br/slide/398768/

AMARAL, C. M. G. Diretrizes para a digitalização no Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte. In: ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5., 2004.Anais…Disponível:https://cinform-anteriores.ufba.br/v_anais/artigos/cleiamarciagomesamaral.html. Acesso em 31 Mar. 2023.. 

Andrade, R. S; Lima, J. B; Jambeiro, O. F. Digitalizando a memória de Salvador: nossos presente e passado têm futuro?. Repositório Institucional da UFBA. Disponível em: http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/1943. Acesso em 31 Mar. 2023.


quinta-feira, 30 de março de 2023

Biblioteca Digital - Repositório Institucional

Conceito de Repositório Institucional

 

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRejXm4bzczqzRDVcEYVE8KOMVREmhsFpz1G5fHXr6bSckxznvbMHtU7OsNI5v-bmpXA2I&usqp=CAU


Os repositórios institucionais, considerados também como sistemas de informação passam a coletar, armazenar e preservar documentos digitais de cunho técnico e/ou científicos já previamente avaliados e aprovados pelos pares, publicados e/ou registrados nos diversos sistemas e canais de informação, como em: portais de periódicos, repositórios temáticos, bibliotecas digitais, eventos e/ou em congressos científicos e/ou quando o autor vinculado à instituição produziu em outros canais etc. 

Neste processo passa o repositório institucional a centralizar e disponibilizar essas informações para o acesso livre na web direcionando sua organização, a princípio, a sua própria comunidade.

  • Preservar em longo prazo os documentos/objetos digitais produzidos pela comunidade científica no meio eletrônico;
  •  Assegurar a interoperabilidade dos dados nestes sistemas para garantir o acesso, o compartilhamento e a facilidade de recuperação das informações;
  •  Minimizar a dispersão científica e ampliar a visibilidade e o impacto dos resultados das pesquisas científicas produzidas no âmbito de uma instituição ,preferencialmente alcançada com a iniciativa de auto arquivamento;

"[...] os repositórios institucionais, entretanto, propõem uma nova alternativa de acesso à informação, ou talvez um desafio, ao incentivar que toda às publicações científicas oriundas de uma instituição produzidas e por sua própria comunidade seja armazenada em um repositório institucional de acesso aberto. Instigando as comunidades de pesquisas à cultura ou o hábito para auto arquivarem sua produção científicas nesses sistemas para o acesso livre".(P.43)

O repositório ver a questão da acessibilidade às informações científicas no contexto digital não bastando ―ter somente a documentação científica em formato digital é necessário assegurar o acesso ao conteúdo intelectual na íntegra, sempre que solicitado e para isso é necessário considerar duas variáveis muito importantes o software e o hardware‖.

O que é um repositório institucional?


https://youtu.be/S3Fes2AOh5c


https://youtu.be/nlZLHzh-WpM






Referências:
VELAME, Robélia. Repositórios institucionais: organização e tratamento informacional dos recursos digitais.http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/7839. 2011. Repositório da UFBA https://repositorio.ufba.br/simple-search?location=%2F&query=+Biblioteca+digital++Reposit%C3%B3rios+institucionais+&rpp=10&sort_by=score&order=desc













Biblioteca Digital - Conceitos

Conceitos de Biblioteca Digital



    "A biblioteca digital tem como característica principal uma coleção de documentos eminentemente digitais, independendo se forem criados na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e permite, por meio de uso de redes de computadores, compartilhar a informação instantânea e facilmente."
    "Em julho de 1945, Bush publicou na revista Atlantic Monthly um artigo intitulado "As we may think (Como podemos pensar)", visando incentivar cientistas a desenvolverem formas de tornar o estoque de conhecimento humano disponível e acessível. Neste artigo, Bush descreve uma fabulosa máquina, capaz de armazenar e mostrar livros e documentos depositados em um tipo de microfilme. Essa máquina é o Mémex (Memory Extension):
"A biblioteca digital tem como característica principal uma coleção de documentos eminentemente digitais, independendo se forem criados na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e permite, por meio de uso de redes de computadores, compartilhar a informação instantânea e facilmente."
    "Em julho de 1945, Bush publicou na revista Atlantic Monthly um artigo intitulado "As we may think (Como podemos pensar)", visando incentivar cientistas a desenvolverem formas de tornar o estoque de conhecimento humano disponível e acessível. Neste artigo, Bush descreve uma fabulosa máquina, capaz de armazenar e mostrar livros e documentos depositados em um tipo de microfilme. Essa máquina é o Mémex (Memory Extension):

[...] um dispositivo que permitirá a uma pessoa armazenar todos os
seus livros, arquivos, e comunicações, e que é mecanizado de tal
forma que poderá se consultado com grande velocidade e
flexibilidade. Na verdade, seria um suplemento ampliado e íntimo de
sua memória. (BUSH, 2004, p. 10).

"No Memex, os documentos poderiam ser acessados através da colocação do microfilme em um compartimento. O usuário abriria e visualizaria, rapidamente, a informação contida no microfilme, em um pequeno monitor. Os documentos apareceriam dispostos na tela do Memex, sendo possível editá-los, copiá-los e salvá-los.Os comentários poderiam ser acrescentados conforme a leitura do documento fosse realizada e seria possível fazer o que denominou indexação associativa, atalhos associativos e links entre os documentos. Também seria possível a inclusão de documentos, “Livros de todo o tipo, imagens, publicações periódicas, e, diários, podem ser introduzidos quando quiser.” (BUSH, 2004, p. 10)."
    Sendo assim o Memex uma previsão para o que se conhece como Biblioteca Digital, sendo capaz de armazenar não só livros mas também vários tipos de outros documentos, podendo serem acessados em diversos lugares a qualquer horário.


Referências: Almada, Magda; Santos, Rute Brasil dos , “As bibliotecas digitais como meio de universalização da informação no Sistema de Bibliotecas Universitárias.,” Repositório - FEBAB

REIS, Juliani Menezes dos; ROZADOS, Helen Beatriz Frota. O livro digital: histórico, definições, vantagens e desvantagens. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (19.: 2016 out. 15-21: Manaus, AM). Anais. Manaus, AM: UFAM, 2016., 2016.










Biblioteca Digital-Exemplos Nacionais

 Biblioteca Digital da Unicamp      Criada em 2002, a Biblioteca Digital da Unicamp foi uma das pioneiras no Brasil ao disponibilizar seu ac...